Grande, gordo, feio, falo alto, pobre, mandão, ambicioso, jornalista, político, fiel, carinhoso ao extremo, apaixonado, fanático por DVD'S, respeito pai e mãe, responsável, profissional, professor, abstêmio, não-fumante, sãopaulino, sonhador.
Por que ter um blog?
Resolvi fazer um blog. Lutei por muitos anos contra essa idéia. Dou aula sobre jornalismo online, blogs, novas tecnologias, ferramentas de internet, youtube, essas tranqueiras virtuais todas, mas não tinha um Blog. Quem já foi meu aluno sabe que no 4.º ano há a nacessidade de se montar um blog e nele, excercer a criação de textos para Internet. Mas eu mesmo não possuia um. Aliás, tinha e tenho ainda, mas é algo fictício que nada tem a ver a com experiencia única de escrever sobre fatos reais na World Wide Web.
Mas eu resolvi montar um Blog.
E logo de cara minha primeira dúvida foi sobre o que escrever. Há milhares de outras pessoas escrevendo e produzindo textos tão maravilhosos por aí que me senti um babaca completo por querer também escrever pros outros. Sim, porque na Internet escrevemos pros outros e não pra nós mesmos. Aliás, tudo o que se faz na Internet tem algo de egocêntrico, algo de "vejam como eu sou bom". É só analisar as ferramentas virtuais que estão aí: Orkut - um lugar onde vc expõe fotos suas pra mostrar pros outros, adorando quando pessoas escrevem pra vc; Twitter - um espaço onde se escreve o mínimo pra dizer "what are you doing"; Youtube - O nome já traduz, "You" (você)+ "Tube" (alusão ao tubo catódico que gera as imagens da televisão). Ou seja, a internet é uma grande rua, com vitrines de lojas onde todos querem "se" vender.
E mesmo tendo essa opinião ranzinza, porque montei um Blog?
Era muito mais fácil eu ficar sossegado, tranquilo, só lendo o que os outros escrevem por aí. É muito mais cômodo, é muito mais simples. Porém percebi que tinha muito texto parado, criado para um dia publicar em algum lugar - todo jornalista tem como sonho maior publicar seus pensamentos em livros - e eu notei que a Internet pode ser esse lugar. Não que eu tenha capacidade e competência pra isso, mas imaginei ser legal ter um espaço onde eu pudesse exercitar o meu próprio texto antes de procurar uma editora ou algo que o valha. É como um cara que vai na academia. Lá ele procura exercitar seus músculos. Pra mim, a Internet serve hoje como uma academia, onde eu posso exercitar o meu já combalido cérebro.
Tenho muita coisa escrita e guardada em algum lugar. Cartas que eu nunca mandei, contos que eu nunca li novamente, poeminhas de adolescência - quando a gente imaginava que a vida seria perfeita e que quando eu tivesse 30 anos estaria com casa própria, carro do ano, filho(s) e com um casamento feliz (pfiu!). Penso que estava na hora de dar um fim nisso tudo. Guardar na Internet não ocupa espaço e aqui em casa a coisa já está juntando traças.
Não vou me preocupar com a norma culta. Às favas com a norma culta. Se o presidente fala os impropérios que fala, vou eu me preocupar com acentuação correta e boa pontuação? Vou escrever o que me der na telha, o que eu estiver à fim de escrever e não espero que as pessoas (corajosas que forem) gostem disso aqui. Somente quero escrever. Falar pras pessoas o que eu gostaria, desentalar algumas opiniões que tenho há anos, palpitar sobre coisas legais que eu vejo nas ruas, contar da vida, dos amores, das amizades (poucas), falar do passado (sou saudosista por demais) e tentar vislumbrar o futuro. Quem tiver curiosidade de entrar aqui e ler, será bem vindo.
Vou publicar artigos meus que já saíram em revistas, vou postar vídeos que eu acho legais, músicas que acho importantes, coisas e mais coisas. Quando comprar uma webcam posso pensar em montar um videocast, mas isso é audacioso demais.
Não pretendo nada além de escrever, pensar e compartilhar. Vou exercer meu lado "egocêntrico" na Internet. E quem quiser acessar, é pela própria conta e risco.
Espero que gostem. Eu pelo menos vou.